quinta-feira, 29 de maio de 2008

HOJE - Camisa de Vênus

Ouvi notícias de muito longe batendo na minha porta
Eu vi os garfos, eu vi as facas, em cima da mesa posta
Pra que mensagens e telegramas, se você chega e some
Tenho dinheiro e CPF, mas não me lembro o meu nome

Não há mais festas, nem carnaval
Acho que eu fui enganado
Me diga as horas, eu vou embora
Hoje eu tô atrasado

Pra que escolas e faculdades, não há mais nada a aprender
Eu já não vejo, eu já não penso, já não consigo escrever
Sou faixa preta, toco guitarra, um dia vou pular de asa
Durmo de dia, trabalho à noite, nem sei se volto pra casa

Não há mais festas, nem carnaval
Acho que eu fui enganado
Me diga as horas, eu vou me embora
Hoje eu tô atrasado

Olho pro trânsito, olho o sinal, tá tudo engarrafado
Videos k7, computadores e homens codificados
Tem uma loira que tá a fim, a ruiva diz que me ama
A negra quer, eu já nem sei quem é que eu levo pra cama

Não há mais festas, nem carnaval
Acho que eu fui enganado
Me diga as horas, eu vou me embora
Hoje eu tô atrasado

Tô atrasado, me dá licença, vê se sai da minha frente
Tenho miopia, sou hipertenso, meu pé tá sempre dormente
Amsterdan via Paris, acho que é nesse que eu vou
Mudei o corte do meu cabelo, já nem sei como eu sou

Não há mais festas, nem carnaval
Acho que eu fui enganado
Me diga as horas, eu vou embora
Hoje eu tô atrasado

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A letra chuta o pau da barraca, o que não é novidade se tratando de Camisa de Vênus. A letra é clara e diz o que quer dizer, principalmente se analisarmos cada frase separadamente. O que é mais legal nesta letra é o conjunto.

Na minha concepção, Marcelo Nova faz uma grande confusão propositadamente para dizer que as coisas estão tão confusas, que a tecnologia, o tecnicismo dominou de tal forma a sociedade, logo, o ser humano, que perdemos a identidade. Talvez mais: que perdemos a clareza de idéias, que "perdemos a noção".

A música Hoje é, então, uma crítica à sociedade moderna/contemporânea; ao que este sistema capitalista-tecnológico transformou os seres humanos. E, neste sentido, é muito legal.

Bem, vou cair fora porque hoje eu também tô atrasado (ainda bem que a letra pode ser interpretada assim, no conjunto. Tomou menos tempo e eu também tenho que "correr atrás da máquina". É, Marcelo, não é fácil...).

domingo, 25 de maio de 2008

Cotidiano - Blumenau, 25.maio.2008

INTERNACIONAIS

FÓRMULA 1

Geralmente enfadonho pela falta de ultrapassagens, desta vez o GP de Mônaco foi bem interessante. Chuva no início, muitos erros dos melhores e até das garndes equipes, como a Ferrari, mexeram no resultado. Massa foi só o terceiro, depois de largar na pole (Kubica em segundo e Hamilton em primeiro). Para sorte de Massa, Raikonnen nem pontuou.


NACIONAIS

ÚNICO TERCEIRIZADO

A Rede Globo de Televisão, com toda a discussão sobre suas posturas políticas ou comportamentais, com toda sua pobreza de espírito (necessária, do ponto de vista comercial) de correr atrás de audiência com programas de intelecto bem duvidável, é inegável que possui ótima qualidade de produção em seus programas. Mas um que se destaca é o Auto Esporte, domingo pela manhã e - pasmem - não é da Globo. É o único programa terceirizado pela emissora.

MAIORIDADE PENAL

Ao mesmo tempo em que ainda há juristas que defendem a não redução da maioridade penal, a imprensa dá conta que na Grande Florianópolis (Biguaçú) um menino de 13 anos, apelidado "Correria", foi detido duas vezes na mesma semana. Tem passagem na delegacia por tráfico de drogas, furto e até homicídio. A pergunta que fica é: se o mundo se modernizou tanto, as crianças tem acesso às informações mais cedo, podem votar com 16, etc, etc, etc, porque não responder pelos seus atos como adultos mais cedo também?

É INCOMPETÊNCIA

Dizem que enviar marmanjos de 16, 17 anos para o presídio seria pós-graduá-los em bandidagem. Mais uma vez, desculpa para falta de competência administrativa. Pois bem... que se criem/reservem celas específicas para esses rapazes que ainda não chegaram aos 18 e são criminosos declarados. Não vai faltar clientela.


LOCAIS

NOVOS VALORES

Se você curte acompanhar as novas sacadas que pintam no jornalismo experimental local e ao mesmo tempo dar boas risadas, dê um pulo até o blog do iBZ. A última edição especial sobre a festa do aniversário deste jornal eletrônico-crítico-irônico está demais. Haja criatividade nas legendas... A dica tá ali do lado (à direita), mas é só acessar: www.bloguidoibz.blogspot.com.


PARQUE RAMIRO

Definitivamente, o Parque Ramiro Ruediguer está muito bonito e foi aprovado pela população. É só ver a freqüência no dito espaço. Bola dentro! Para ver a falta que fazia um local de lazer saudável assim em Blumenau... Ótima idéia seria implantar mini-parques desses nos maiores bairros da cidade. Local, tem.

E A POLÊMICA DO LAGO?

Dá pra imaginar o Parque Ramiro sem o lago que tanta polêmica causou na cidade, quando do anúncio de sua construção? Onde estão aqueles críticos de plantão agora? Caminhando em volta do lago ou contemplando sua beleza? Blumenau tem que parar com essa mania de dar crédito aos que são contra tudo. Depois de fazer confusão, eles somem.

VEREADORES X SENADORES

Enquanto os senadores, em Brasília, querem aumentar verbas de representação e cargos de confiança, numa conta de R$ 900 mil mensais para nós pagarmos, os vereadores de Blumenau são criticados por almejar um salário de R$ 5,9 mil (aumento de 28%). Sinceramente? É salário merecido pelo quanto um vereador tem de se dedicar à comunidade. Pelo que se incomoda e é incomodado. Pelo que falam mal dos políticos, mesmo que alguns trabalhem sério. Com mal salário, cai a qualidade do profissional. Que qualidade de vereador queremos?

REPRESENTATIVIDADE

Outra história que cai no populacho de ter muita gente contra, é o número de vereadores na Câmara de Blumenau. Reduziram de 21 para 14. Agora, em outubro, serão eleitos 15. Mas Projeto de Emenda Constitucional pode fazer voltar aos 21. Na boa? Quanto mais vereadores, maior será a representatividade da sociedade blumenauense. Quanto menos, mais concentrado fica o poder de decisão. Como a verba que vai para o Legislativo é a mesma, mais é melhor.

PP SEM V?

O PP do vice-prefeito Édson Brunsfeld e do deputado João Pizzolatti vê fazer água sua vice na chapa do prefeito João Paulo. Resta conversar com o PT. Interessante é ver como a política dá voltas... PT e PP de Amin, juntos?

QUEM DIRIA...

Até o PR (para quem não o conhece, é o Partido Republicano), liderado aqui pelo ex-prefeito Dalto dos Reis, está botando pilha pela vaga de vice. Em certo momento tido como certo na vice de Décio Lima, a entrada do PP na parada rifa os "republicanos". Que já ameaçam se debandar para o lado de JPK. Todos querem espaço, não importa a ultrapassada ideologia.

JOGO DE CENA

Definida a posição do PMDB local pelo governador Luiz Henrique da Silveira, tudo que se disser agora sobre possível candidatura própria do partido é jogo de cena e aproveitamento de mídia. Resta ao PMDB definir o nome do vice de JPK.

DOIS TURNOS

E como Blumenau terá, pela primeira vez, dois turnos na eleição municipal, o PDT anuncia que lançará candidatura própria. Como partido menor, faz o que defendeu a coluna em edição passada. Marca espaço junto ao eleitorado e se conseguir alguns pontos percentuais nas urnas, negocia melhor seu apoio aos que forem ao segundo turno.

Política é isso aí. Até a próxima!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Aos 43

Ok, você venceu!.. Cheguei, encarei e assumi os 43 anos completados ontem, dia 20. Mas sem problemas. Afinal, nunca me senti tão bem (fora, claro, uma dorzinha na coluna que começou aos 40 e não tem cura). Mais do que isso, cheguei aos 43 com a certeza de que neste caso mais é melhor.

Do alto dos seus 43 anos, se vê melhor. Parece que se tem mais clareza das coisas, fica muito mais fácil analisar situações e até mesmo gerenciar crises, sejam elas financeiras ou emocionais.

É verdade que aos 43, não se quer beber a vida em largos goles, como se bebe uma cerveja gelada num dia de verão, mas apreciá-la em saborosos goles, como se delicia um bom vinho numa noite fria de inverno.

Também é verdade que há correria. A correria da sobrevivência, deste louco mundo tecnológico, que cansa, estressa e faz mal a todos, com 20, 40 ou 60 anos. Porém a correria se submete a uma visão privilegiada dela mesma. E aos 43, só se corre o quanto é necessário, não mais.

Aos 43 se privilegia a qualidade ao invés da quantidade... ah, se eu soubesse disso mais cedo. Teria aproveitado mais as coisas realmente boas e não correria tanto atrás de quantidade.

Mas o mais interessante aos 43 é ver que não há uma verdade absoluta, logo, não se pode ser o dono da verdade – coisa que adoramos tentar aos 20, alguns aos 30. Não há uma verdade que não dependa da ótica de quem a vê.

É tão diferente como se vê o mundo aos 43, comparado aos 20 e poucos anos, mesmo aos 30 e poucos anos...

Aos 43 se vê que viver é o mais importante, que sentir emoções é fundamental e que se entregar aos dogmas e ao comodismo social é um convite à morte antecipada. Aos 43, não se tem mais medo da morte. Apenas se quer viver, aproveitando que se está aqui. Viver é se entregar à vida de braços abertos. Como já dizia Lobão “Vida louca vida, vida breve; já que eu não posso te levar, quero que você me leve”.

Carpe Diem!, digo eu, todos os dias, a mim mesmo. E agora, aos 43, paro um pouco para tentar fazê-lo realmente. Afinal, poucas coisas são tão belas quanto o vento gelado no rosto no final de uma tarde de outono, num dia de sol (qual foi a última vez que você sentiu isso e parou para pensar no momento?). Tantas coisas são tão boas quanto se deixar viajar em uma nova vida, com menos peso e mais prazer.

É uma pena que a grande maioria prefira a vidinha normal, entorpecida pelos compromissos assumidos em nome de uma felicidade plena nunca encontrada. Não admira. Existem momentos felizes, apenas, que a maioria não vive ao procurar a tal "felicidade". E o importante é dar-se ao luxo de viver os momentos sem culpa, sem travas, sem expectativas. Apenas vivê-los por inteiro. Assim os aproveitamos, os fazemos momentos felizes. Esta é a minha verdade... E a sua?!?

domingo, 18 de maio de 2008

Cotidiano - Blumenau, 18.maio.2008

Minhas desculpas ao pessoal que visita constantemente o blog e sentiu falta de novas postagens na semana que passou. É que o período foi punk, não deu tempo mesmo... mas a partir desta, tudo volta ao normal.


NACIONAIS

LIVRES

Estamos livres do "Caso Isabela". Quem sabe agora possamos debater sobre cartões corporativos, inflação, eleições municipais, reforma tributária e outros tantos assuntos que fazem parte do dia a dia do país e do seu povo - mas que foram esquecidos pela mídia nesse tempo todo em que a briga pela audiência fez com que nos enchessem de informações (a grande maioria delas inúteis) sobre o referido caso.

DA BAHIA

Zélia Gattaes escreveu sua última página e resolveu se juntar, de novo, a Jorge Amado. Estive este ano em Ilheús e pude ver de perto a importância do casal para a cultura, o turismo e para o charme daquela cidade litorânea. Como de resto, para a literatura brasileira. Que vá em paz.

MEIO AMBIENTE

Deu pra bola de Marina Silva, nossa ilibada ministra do Meio Ambiente. Depois de cinco anos, pediu a conta. Ser governo já não é fácil; trabalhar com seriedade na área do meio ambiente, é mais difícil ainda. Chega uma hora que jogar a toalha é a saída mais digna. O novo ministro, Cesar Ming, dá boa idéia no olho do furacão: colocar o Exército para cuidar da Amazônia. Como defendê-la contraria vários interesses econômicos, inclusive de empresas internacionais que se aproveitam da exploração, a idéia é inconstitucional. Vai ver como é difícil ser sério neste país.

FAUSTÃO E LULA

Uma troca de "carícias" muito interessante. Ao cumprimentar o apresentador Faustão pelo milésimo programa chato de seu Domingão, o presidente Lula disse que quando todos acreditavam, no início da carreira, que Fausto Silva seria "apenas um radialista"... menosprezou os radialistas de todo o Brasil. Já Faustão disse que a homenagem que recebia era importante por Lula ter falado como um telespectador normal. Parece que o cargo de presidente da República já não é mais aquilo tudo...


LOCAIS

POR CIMA

Enquanto o PMDB de Blumenau conversava com o PT garantindo que as decisões aconteceriam por aqui, o governador Luiz Henrique reunia-se com o prefeito João Paulo e acertava, por cima, a tríplice aliança (PSDB também) para as próximas eleições em Blumenau. Com a força política (e administrativa) do cargo, LHS manda. E ponto final.

O VICE

As especulações sobre quem será o vice de JPK já começaram... porém, faltam nomes de peso. Rufinus Seibt e José Gaspar Clereci, os únicos dois vereadores do PMDB, são citados. E as opções param por aí. É de se estranhar que Paulo França, o secretário regional, não apareça nas especulações. Nome de peso do partido, de verdade, Renato Vianna dificilmente aceitaria a vice. Mas seria uma chapa para fazer correr os adversários.

E O PP?

Apesar da preferência de JPK e o D25 por Édson Brunsfeld (PP), abrir mão do parceiro atual vice-prefeito, talvez tenha sido a única maneira de evitar que o PMDB juntasse os trapos com o PT. E de receber os recursos financeiros para obras já conveniadas com o Governo do Estado de forma mais rápida e certeira. O PP vai deixar barato? Ou o deputado Pizolatti, aliado do PT federal, leva o partido para o lado de lá?

QUE INAUGURAÇÃO!

A reinauguração do ginásio Galegão dará o que falar na semana. Foi quase tudo perfeito em termos de organização, exceto pelas informações desencontradas de algumas pessoas que trabalhavam no local, naquele dia. A reserva de um espaço do setor 3 que, a princípio, estaria liberado para o público, causou vai-e-vem desnecessário do público e irritação de alguns.

APRESENTAÇÕES

Tirando isso, a festa estava realmente bonita. A apresentação de crianças que, com fitas, fizeram evoluções até formar a bandeira de Blumenau e, depois, a apresentação (fantástica!) do grupo Tron, de Pelotas-RS, emocionou a todos. Uma inauguração de qualidade, digna da marca Blumenau.

GRAN FINALE

No que era para ser um "gran finale", mais uma pisada de bola. Mas desta vez a organização não teve culpa. Foi o time de futsal da Malwee que mostrou não ter preparação para grandes momentos. Não é à toa que, por mais que joguem futebol, não conseguem ganhar o campeonato mundial. Falta personalidade, caráter.

MAL - WEE

Com tudo o que joga, Falcão deu show para o público com a bola. Mas mostrou ter problemas ao encarar o número 9 do time da Hering. Depois de falar umas bobagens, tentou humilhar o menino aplicando dribles (daqueles desconcertantes que o atleta Falcão sabe fazer). Quando o número 9 da Malwee começou a sambar em sua frente para driblá-lo, um imbecil de número 21 da Malwee (se soubesse o seu nome não escreveria aqui, para não manchar meu blog) levantou o rapaz com uma falta desleal. Coisa de moleque. Foi expulso. Merecia apanhar do público.

MAL VISTA

Além deste, outro desequilibrado é o número 14, tal de William, da Malwee. Reserva, quando entrava tentava só arrumar confusão. Mas é este o time brilhante? É este o time que dá show? O público não queria só o show de bola, queria show de atletas honrados. O que não se viu. Particulamente acho que a marca Malwee tem tudo para ficar mais mal vista com este pessoal do que ao contrário. E não adianta investir milhares no marketing esportivo desta forma, se em cada cidade que os caras vão deixam uma marca negativa. Dinheiro jogado fora.

EXAGEROU NA DOSE

O PT, que é muito bom no marketing político nos morros e periferia, errou ao tentar aproveitar politicamente o ato. Duas faixas na frente do ginásio, seguradas por duplas, agradeciam a Lula (nominalmente) pelo ginásio recuperado. No momento dos discursos, a senadora Ideli Salvatti, que falaria em nome do Governo Federal, exagerou ao ressaltar o nome do presidente de forma politiqueira. Tomou uma vaia tão sonora, que constrangeu a todos. Não se conseguiu ouvi-la nos próximos minutos até o final do discurso. Poderia ter ido embora sem essa.

FALTOU SENSIBILIDADE

Todos sabem que na obra tem dinheiro federal, estadual e municipal. Então não havia porque fazer menção política tão direta. Se a senadora ressaltasse a participação importante do Governo Federal na obra, teria feito seu comercial e passado incólume. Pisou fundo na chuva, derrapou e deu com a cara no muro. Sensibilidade, prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém...

domingo, 11 de maio de 2008

Cotidiano - Blumenau, 11.maio.2008

NACIONAIS

VEÍCULOS

A indústria automobilística vai muito bem obrigado. Acaba de bater recorde de produção de veículos: 261 mil em abril. E a previsão é de que em maio chegue aos 300 mil. Prova de que o mercado brasileiro está aquecido. Melhor, só sendo banqueiro.

INFLAÇÃO

Por essas e outras a inflação anda subindo. Todo mundo está consumindo mais. Inclusive alimentos, responsáveis por 50% da alta da inflação de abril. Daí vem ministro dizendo que é só tirar os alimentos e a inflação cai 50%. Ah, tá!... Então ninguém mais come no país que a inflação cai pela metade. Isso é que é solução inteligente.


LOCAIS

DIA DAS MÃES

As lojas abusaram (para variar) este ano. Não vamos nem falar dos anúncios na mídia. Só os cartazes em frente às lojas de eletrodomésticos sugerindo que os filhos dessem para as mães ferro de passar roupa, máquina de lavar e afins, mostram o quanto alguns lojistas se importam com as mães. Dê-lhe trabalho! Tudo bem que a data foi criada para negócios, mas não precisa exagerar. Mãe não merece isso.


FEDEX? FEDEU!

No mínimo hilária a mensagem estampada nos outdoors da Fedex, em Blumenau: “O tamanho do seu negócio agora pode ser medido em distância”. Sem dúvida, de duplo sentido.

BOI DE PIRANHA

Tem pré-candidato a prefeito que está de olho numa candidatura a vereador. Acredita ter chances reais para o legislativo municipal, enquanto a corrida para prefeito é briga de cachorro grande.

SEM PENSAR

Pela primeira vez Blumenau terá eleição em segundo turno para a prefeitura. Porém, parece que os partidos menores (não aqueles beeem menores cujos filiados cabem numa Kombi) não se deram conta de que lançar candidatura própria a prefeito no primeiro turno pode valorizar o passe da sigla no segundo. Desta forma, poderiam negociar mais espaço no futuro governo. Na contramão deste pensamento, no entanto, todos estão se entregando às alianças para garantir um espaço – ainda que de menor expressão.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Entre o certo e o errado

Tudo, basicamente TUDO em nossas vidas é medido pela dicotomia certo e errado. Todos em nossa volta, próximos e distantes, julgam-nos pelos nossos atos certos ou errados. Se não bastasse isso, nós mesmos agimos e nos policiamos, nos julgamos e muitas vezes nos condenamos pelos parâmetros de certo ou errado. O problema é que quase ninguém para pra pensar o que é certo ou errado – ou melhor, como essas duas palavrinhas tão antagônicas podem ser tão confundidas, confusas ou misturadas entre si, não diferindo exatamente os nossos atos. Entendeu? É, concordo que ficou meio complicado... mas estou certo ou errado nessas considerações?

Aí é que mora a diferença: tanto faz. Como tudo na vida, o certo e o errado são interpretativos. Depende da situação, de quem está vendo, do momento histórico em que o agente da ação vive ou mesmo da cultura histórica de quem está “julgando” o ato, a ação. Vou dar um exemplo básico: é certo ou errado tirar a vida de alguém?.. matar alguém... (pausa para pensar). Nem precisa muito tempo, não é mesmo? Na sua cabeça já veio a palavra “errado”. Mas se o agente da ação estiver no meio de uma guerra, onde se não matar, será morto, será certo ou errado matar, ainda que pela sobrevivência?.. Ah, pois é!

Mas isso é só um exemplo de como as coisas não precisam ser exatamente como nos dizem que são, de que certo e errado podem, sim, ser conceitos que se misturam, se confundem. Ou que, pelo menos, precisam ser reconceituadas a cada momento. Porém não é por isso que comecei a escrever isso aqui. É muito mais pela mania não casual que a sociedade (leia-se pessoas nela inseridas) tem de julgar o que é certo ou errado. Afinal, definir claramente o que é certo e errado, pré-julgar, julgar as pessoas que convivem socialmente, é maneira comprovadamente eficiente de manter o status quo existente. E isso convém, principalmente, às castas comandantes, especialmente, governantes, igreja... o sistema, enfim. É claro que não falo especificamente do comando político, mas sim do comando comportamental.

Está certo que se não houver um mínimo de definição entre o que se pode ou não fazer, voltaríamos aos tempos dos bárbaros. O problema é que apoiada nessas duas palavrinhas (certo e errado) e mais algum punhado de milhares de dezenas de anos de história, transformaram-nos em uma constante dicotomia. E, nela, se você ousa fazer algo diferente, é taxado como errado. Chegamos a tal ponto (e a história passada de diversos países não deixa mentir) que pensar chega a ser considerado errado. Obviamente que por aqueles que não pensam, insuflados por aqueles que não querem que pensemos. Sacou?

A verdade é que nesta dicotomia, acabamos nos tornando policiais de nós mesmos, julgadores de nós mesmos – vivemos o panóptico. Nos vigiamos porque temos a certeza de estarmos sendo vigiados. Com uma penca de julgadores a nos observar, caso não nos julguemos a contento. E pior: nos damos o direito de vigiar os outros, nossos iguais, como se algo mais fossemos. E desta forma, ao longo da vida, vamos deixando de fazer o que queremos por considerar que estamos errados, ou simplesmente porque os demais assim nos considerariam. Nossos sonhos acabam sendo sufocados pela vidinha normal do fazer o que é certo (e também da certeza, da segurança, porque isto é considerado o certo, o normal). Nos tornamos alienados de vida, da vida em seu sentido mais sublime, e não é fazer o que é errado, em si, mas é fazer o que se tem vontade para buscar a felicidade... seja isto certo ou errado no conceito social, onde só se deve fazer o certo e o normal, como se todos nós fossemos iguais e existisse uma fórmula para que as pessoas sejam felizes.

Mas quem, verdadeiramente, está preocupado com a sua felicidade? A sociedade obviamente não está. Seus mais próximos? Difícil. Eles querem, sim, sua felicidade. Mas dentro do que eles conseguem enxergar como tal e dentro de suas leis, de suas regras... das regras impostas ao longo do tempo pela sociedade. Geralmente aqueles que lhe querem bem se consideram no direito (abusivo, sempre) de escolher o que é melhor para você. Quem estaria realmente preocupado com sua felicidade, então?.. Somente aquele que, concordando ou discordando de suas atitudes, não venha a lhe julgar (mas não somente não julgar com as palavras. É um “não julgar” também com o olhar, com os sentimentos), mas simplesmente a perguntar: você está feliz assim? Esta decisão, esta atitude lhe faz feliz agora?

É difícil, não é mesmo? Mas é a maneira de não tolhermos o ser humano de suas expectativas, sonhos, decisões, ações. Caso contrário, estaremos (como já estamos) criando um mundo de seres infelizes, sentimentalmente inoperantes, que afogam diariamente seus prazeres para ficar dentro da expectativa de uma sociedade que não está nem aí para eles – a não ser para julgá-los. Estaremos (como já estamos) criando um mundo de pessoas que buscam saídas paliativas na fluoxetina, nos anti-depressivos em geral, no álcool, drogas, ou atitudes violentas em estádios de futebol, nas ruas, no trânsito ou até mesmo em casa. Até que encontrem uma saída definitiva no suicídio ou na morte provocada pelas atitudes não-pensadas. É isso mesmo que queremos?...

Pense nisso você, porque a sociedade não está nem aí. Pense nisso antes de julgar os outros e, principalmente, antes de julgar a si mesmo. Afinal, certo e errado não existem. Foram conceitos criados para que você viva a vidinha que eles querem que você leve, sem considerar, por um minuto sequer, a sua felicidade, ou os seus momentos felizes (já que “felicidade”, em sentido amplo, é outra história, que ainda quero abordar por aqui).

Acredito que o importante é tentar ser feliz, ter mais momentos felizes do que infelizes no passar da vida, a qualquer preço. Sem machucar ninguém, sem prejudicar ninguém, é claro. Mas muitas vezes, é impossível correr atrás da felicidade sem magoar uma ou outra pessoa para quem a felicidade é o “não viver” sentimental, é aquela felicidade entorpecida, enganosa, encomendada junto ao “dever fazer”, às obrigações, às responsabilidades.

domingo, 4 de maio de 2008

Cotidiano - Blumenau, 04.maio.2008

NACIONAIS


A IMPRENSA E ISABELLA


Finalmente, passado mais de um mês do início, aos poucos este caso policial está saindo das manchetes televisivas. Além do crime em si, que deixa claro que nossa sociedade está com graves problemas psicossociais, o caso mostrou também um rastro de anti-profissionalismo na imprensa brasileira – especialmente na tevê. Programas respeitados como Fantástico mostraram sua busca por audiência a qualquer preço; profissionais como Brito Jr. (Dia a Dia, da Record), dobraram-se à falácia da polêmica barata; enfim, o jornalismo televisivo mostrou sua cara atual, ao noticiar “ao vivo”, com pompas de grande furo de reportagem, até mesmo a saída de casa da mãe da Isabella para ir trabalhar.


Deu pra bola! Definitivamente.


FINAL DE... CARREIRA


Mas que coisa esta do Ronaldo Fenômeno, não?... No auge da carreira, quer dizer, da profissão, era fotografado com as mais belas modelos da Europa. Agora, no final da carreira, vai com travestis para o motel. Sem discriminação. Cada um na sua. Mas dizer que confundiu aqueles barangas com mulheres, dá um tempo, Ronaldo. Tás é doido.


COMBUSTÃO


O preço do petróleo subiu lá fora como nunca d'antes visto. O Brasil, que há pouco tempo anunciou entusiasticamente que se tornou auto-suficiente no preto líquido viscoso, continua aumentando o preço dos combustíveis quando isso acontece. Mas se o preço do barril diminuir, os combustíveis não vão baixar, podes crer.


ELEIÇÃO


O governo Lula foi camarada com a galera que usa veículos à gasolina (grande maioria dos eleitores). Deu desconto de impostos e o aumento da refinaria não chegará às bombas. Espera-se que não seja só por causa do ano eleitoral, com reflexos logo depois. Já o aumento do diesel, só afeta ônibus e caminhões... ou seja, o transporte de tudo o que trafega no país. Só haverá aumento em todos os produtos que compramos, além do transporte público. Coisinha de nada.



LOCAIS


AMBIENSÁRIO


Nesta segunda, 05, a Acaprena (Associação Catarinense de Preservação da Natureza) está de aniversário. São 35 anos, ou seja, a segunda do Brasil a se preocupar com o meio ambiente, muito antes do assunto virar moda. Se a Acaprena nasceu porque somos abundantes em natureza, ou se ainda temos uma natureza privilegiada em Blumenau e região porque a Acaprena nasceu, é igual a história do ovo e da galinha. O importante é que existe e está de parabéns pelo seu importante trabalho.


COM RAZÃO


Os políticos, incluindo aí pré-candidatos à prefeitura de Blumenau, tem razão em não concordar com o projeto que tramita em nível federal que pretende não permitir a candidatura de quem esteja sendo processado na Justiça. Condenado é uma coisa, processado é outra. Qualquer um pode processar quem bem entender, mesmo sem razão. Quem definirá é o julgamento do processo.


NOME DIFÍCIL


Dari Diehl foi definido como pré-candidato a prefeito do Psol. Já foi na última e, pelo jeito, os eleitores não lembraram muito de seu nome. Agora arrumou um vice com nome muito mais difícil:Hartmut Kraft, um metalúrgico (virou moda...) ligado à Uniblam (entidade que congrega as associações de moradores da cidade). Empreitada difícil. Aceita apenas para ir “plantando”o nome do partido nanico.


RETORNOS E NOVIDADES


Mas a eleição a vereador também chama a atenção. Alguns nomes bem conhecidos do público estão de volta. Deusdith de Souza é um deles. Vem pelo PP e deve disputar principalmente com Célio Dias e José Marçal, dentro do partido. São muitos e muitos nomes. O D25 ataca com alguns nomes jovens e com densidade como Marcelo Schrubbe, Fábio Fiedler e até o novato Nico Wolff, diretor de cultura do município e DJ do Clube Anos 80. O PSDB traz como um de seus principais quadros o jovem advogado Napoleão Bernardes, de bela passagem pela Câmara em 30 dias como suplente, e pela terceira vez candidato a vererador.


Mas são tantos nomes, alguns com real chance na disputa, que só em alguns “cotidianos” vamos conseguir destrinchar o quadro.


Por hoje, deu. Até a próxima...


quinta-feira, 1 de maio de 2008

O ETERNO BALÉ DAS ONDAS - Fabrício

Espumantes ondas, calmas ondas
Serenas chegam à praia
E na areia apagam teu nome
Minha obra-prima, feita um minuto antes

Brancas ondas, misteriosas ondas
De onde vêm ninguém sabe ao certo
Levaram teu nome e minha saudade
E me deram forças pra te esquecer

Lindas ondas, insistentes ondas
A cada minuto executam o mesmo ritual
Seu passado é o seu presente e futuro
O meu passado já se foi, com as ondas de um momento qualquer

Claras ondas, atraentes ondas
O meu presente é ficar olhando-as
Olhando apenas.
O meu futuro... é ir com vocês.


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Desta vez não vou comentar a letra da música. Até porque ela acabou de se tornar uma música. "O Eterno Balé das Ondas " é, em verdade, um poema de minha autoria e publicado no livro Concretamente Abstrata.

Tornou-se música por obra da banda Tribus da Lua, bastante conhecida em Blumenau e região. Como a grande maioria das coisas nesta vida, meio que por acaso. Ao conhecer um de seus integrantes, falamos muito de poemas e música na mesa de um bar, com outros camaradas. Ao final levou um livro meu. Dez dias depois ligou perguntando se podia incluir um de meus poemas (esse aí, acima) no cd que estavam gravando - o primeiro oficial, em estúdio.

O cd será lançado oficialmente em junho, me parece, e tive a boa supresa de ouvir a música ao vivo, tocada e cantada pela primeira vez no último dia 28, quando da inauguração do Rancho do Pastel na rua Floriano Peixoto (antigo É o Bicho).

Na boa? Me senti muito bem, gratificado, feliz até, eu diria. Logo eu que apesar dos 200 e tantos poemas escritos nunca consegui compor letra e melodia (ficavam realmente ruins... hehehe), vi um poema meu transformar-se em música. Logo eu, que adoro música.

Valeu Jonhy, valeu Tribus da Lua! Tô louco para ouvir o arranjo do cd, agora...

Quanto a interpretação da letra, desta vez eu "passo". Como a escrevi, sei exatamente o que queria dizer. É a vez de vocês que visitam o blog, interpretarem-na para si mesmos.