domingo, 31 de agosto de 2014

O INCÊNDIO E A PROLIFERAÇÃO DE ESTERCO

Foto: Jaime Batista da Silva


As redes sociais são um campo fértil de esterco. Esta é a conclusão a que se chega com tanta asneira que se pode ver sobre o incêndio do restaurante Frohsinn. Se a web foi a grande novidade para facilitar a vida das pessoas em diversas áreas, as redes sociais mostram-se espaço livre para pessoas rancorosas, maldosas, desocupados e irresponsáveis, que não tendo nada melhor para fazer, produzem besteiras. Fantástico é que as tornam públicas. São tão ‘inteligentes’ quanto o ladrão que rouba e posta o ato no Facebook. Porém, os produtores de esterco das redes sociais não estão à margem da lei. Disto, deveriam saber.

Por outro lado as redes sociais servem para definir a personalidade de seus frequentadores. Há os que, sem informação, logo, ignorantes, querem apenas aparecer. São os exibidos. Buscam apenas serem vistos. Muito provavelmente devem ter uma vidinha bem sem graça. Fazem qualquer presepada para serem notados, ainda que como ignorantes. Outros são os maldosos. Aqueles que querem ver o circo pegar fogo apenas para ver quem sai queimado na ação. Estes são tão nocivos ou até piores do que os exibidos, porque tem alguma informação ou noção dos fatos, mas não pensam duas vezes em distorcê-las tão somente para atingir algum objetivo espúrio. Esses têm um objetivo claro: agredir alguém com o intuito de prejudicá-lo.

Como o mundo não é perfeito nem em Blumenau, cidade fantástica que completa agora seus 164 anos, exibidos ignorantes e maldosos continuarão existindo. Fazem parte da escória da sociedade e historicamente a sociedade sempre teve a sua escória.  O que é difícil aceitar é que políticos, candidatos – pessoalmente ou através de laranjas que atuam nas redes sociais – e até mesmo um ou outro polemizador da imprensa caia na mesma esparrela dos ignorantes e maldosos. Esses teriam, por obrigação ética, que informar fatos e verdades.

OFICIAIS

Informação oficial é que o restaurante estava fechado com tapumes, mas havia quem arrombasse e entrasse. Tinha vigia da prefeitura durante o dia e ronda de segurança privada à noite. O incendiário devia monitorar a área, pois usou exatamente o tempo entre um e outro. Havia câmeras no local que foram roubadas. Havia alarme sonoro, ainda em funcionamento. A pergunta que fica é: a quem interessaria o incêndio do Frohsinn?

DEFINIDO

O espaço será reconstruído, para que blumenauenses e turistas tenham a bela vista do mirante e a fachada arquitetônica que fez história. A reconstrução será feita pelo comprador do imóvel, que será disponibilizado pela prefeitura. E faz bem. O poder público deve cuidar de suas atribuições e ‘gerenciar’ contratos de restaurantes não está entre elas.

PESQUISAS

Sempre tive pesquisas como um meio científico de auferir tendências. Na política, no entanto, a tal ‘margem de erro’ atende interesses. Os pontos percentuais para cima ou para baixo dançam conforme esses interesses e podem maquiar uma diferença de até oito pontos percentuais.  O melhor exemplo disto foi visto nas eleições municipais do ano passado. Portanto, quando se trata de eleições, é prudente confiar desconfiando.

TUITADAS

Sobre as propagandas do Tribunal Superior Eleitoral na tevê:

1. “Primeiro o TSE fazia propaganda dizendo que o Brasil precisa de + mulheres na política, mesmo tendo candidata à presidência.” (candidatA, muher)

2. “Agora a propaganda do TSE usa a # “vem pra urna”, mesma onda do “vem pra luta” do PT. Vcs não acham isso MUITO estranho?”

Sobre o aumento salarial de 22% para os ministros do STJ:


3. “Leviandowsky é um verdadeiro Papai Noel. Alivia para os corruptos do mensalão e libera grana adoidado pro bolso dos coleguinhas.

PARABÉNS BLUMENAU!

Continue sempre linda, apesar de haver alguns poucos que insistam em ver somente o feio.



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

UMA SEMANA DE OURO

A abertura do Complexo Viário do Badenfurt impressiona. Nos seus 1,8 km de rodovias, pontes, calçadas e ciclofaixa, destaca-se a beleza da mobilidade urbana. A vista de cima é impressionante. 


Fotos: Marcelo Martins

Se a comunidade curtiu o domingo de manhã com atrações diversas no local, o evento guardou algumas surpresas até para mim, que fui a trabalho. Deu tempo de matar um pouquinho da saudade dos tempos de basquete, quando fui vice-campeão estadual infantil pelo Diocesano em 1979. 

 Foto: Luciano Bernz

 Fotos: Marcelo Martins

Matei a saudade de falar em um carro de som, quando me pediram para providenciar a liberação da pista para os veículos. A bordo de um fusca (imagine!), lembrei os tempos em que anunciava comícios em carro de som, nas campanhas de meu pai, na minha adolescência.

Foto: Tamires Santos

E, para finalizar o dia de surpresas, adivinha de quem foi o primeiro carro a cruzar a ponte oficialmente, com o trânsito liberado?  Pois é. Fiz o trajeto abrindo o cortejo no sentido rua Bahia – BR 470, tendo o amigo secretário de Planejamento Alexandre Gevaerd como caroneiro e Fábio Campos, diretor de trânsito, como parceiro de carro do lado. Um dia inesquecível.

Foto: FW


KART EM BRUSQUE

Já nesta quarta (20), é dia de conhecer o kartódromo de Brusque. Vamos em uma turma que mistura jornalistas e amigos para curtir a adrenalina que a velocidade proporciona. Será a primeira prova de muitas que a turma pretende fazer. Dia 20 de setembro já tem outra marcada para o mesmo local. Pé no fundo!

Foto: Thiago Schwemlle

VICENTINI SHOW

A quinta (21) será marcada pelo show do talentoso Luiz Vicentini no Teatro Carlos Gomes. Ele apresenta o show “A Nossa História”, em homenagem à mulher recentemente falecida. Parte da renda será revertida à Rede Feminina de Combate ao Câncer. Para quem não conhece as músicas de Vicentini, ótima oportunidade. Até porque quem conhece, não perde.

flyer promocional

JANDIR BOMBANDO

Pra finalizar, o amigo fotógrafo Jandir Nascimento é tema de reportagem de cinco páginas na revista Photo Magazine – Fotografia e Arte. A matéria conta um pouco da trajetória de 35 anos de profissão do mestre Janda. Só um pouco, porque precisaria de algumas revistas inteiras para contar a história toda. Ainda assim, um belo reconhecimento ao seu trabalho. 

Foto: FW


terça-feira, 12 de agosto de 2014

OS POETAS ESTÃO MORTOS?


Na mesma segunda-feira em que o sol nasceu mais do que bonito, extremamente alaranjado, nos fundos de minha casa, um super sol que sucedeu uma super lua da noite anterior, morre mister Robin Williams. Morreu lá na Califórnia, onde vivia, lugar onde o sol também costuma ser generoso.

Um dia que para mim começou exuberante por causa do nascer do sol especial no quintal de casa, terminou mais triste. Ao chegar em casa, à noite, quando o sol já não fazia mais parte deste lado do planeta, soube da morte do ator que, além dos muitos bons filmes que fez, repassava uma tranquilidade alegre. Ou uma alegria tranquila. Porém, a partida de mister Williams me toca mais ainda pela partida do seu personagem no filme Sociedade dos Poetas Mortos: o professor ampliador de mentes, amplificador de sentimentos, encorajador de riscos e semeador de responsabilidades. O “capitão” que lutava pelos seus alunos.

Perdoe-me sir Williams, mas para mim você é e sempre será aquele professor. Este filme, uma pérola do bom gosto porque faz com que o espectador reveja sua vida real e o que fez de seus sonhos juvenis, e aquele professor tem parte da ‘culpa’ no meu interesse em ter me tornado professor universitário. A ideia de um professor amigo, de um professor parceiro de seus alunos, mas que lhes cobra postura, ética e conhecimento para a vida... para que se tornem pessoas melhores para si mesmas e, por conseqüência, para o mundo. A figura de um professor que tem na retidão de propósitos e atitudes uma forma de carinho. Mesmo que isso não represente exatamente aquilo que o aluno quer.


Por isso hoje resolvi escrever sobre aquele inspirador professor de Sociedade dos Poetas Mortos. Figuras como aquela representada no filme por Robin Williams são cada vez mais raras. Como o “capitão” da sociedade se foi no mesmo dia em que o sol nasceu mais do que lindo atrás do meu quintal, recuso-me a acreditar que os poetas estão mortos. Nem eles, nem sua sociedade. Nem aquele sopro de vida que o personagem tão bem protagonizado por Robin Williams nos passou.  


domingo, 3 de agosto de 2014

34 ANOS DE TRABALHO E DIVERSÃO

Na última sexta-feira, dia 01 de agosto, completei 34 anos de trabalho, praticamente todos eles envolvido diretamente com a imprensa. Iniciei aos 15 anos, em 1980, na TV Planalto de Lages. Aos 16 já era repórter. Aos 21, estava na RBS TV Blumenau, onde também fui chefe de jornalismo. Passei pelos principais veículos de comunicação do estado, na tevê, jornais e rádios, além de assessorias de imprensa. 

Para comemorar a data, publico algumas fotos da cobertura das eleições 2012, uma das minhas últimas participações na TVL. Saí para novos desafios no final daquele ano, mas os bons momentos de muitos anos que passei lá e a turma amiga composta pelos meus colegas de trabalho continuam firmes na lembrança - e fotos.  







Como diz Nietzsche - e já dizia Sêneca - quem trabalha naquilo que gosta passará a vida como se nunca tivera trabalhado, porque não sentirá o fardo da obrigação. 

Trabalhar naquilo que se gosta é fantástico, porque é um prazer. E se é um prazer, também é diversão!