quarta-feira, 24 de agosto de 2016

NÃO É BEM ASSIM...



A comunicação é uma das ferramentas humanas mais interessantes que existe. Criada nos primórdios da humanidade através de gestos e grunhidos (Homo Erectus – 400 mil anos atrás), a fala só apareceu bem mais recentemente, com o Neandertal (entre 10 mil e 3 mil anos antes de Cristo). Porém, foi com o surgimento do Homo Sapiens, mais desenvolvido fisicamente para a produção da fala, que ela tomou forma. Embora a fala – ou mesmo sua transposição para as letras, também chamada de escrita – seja fundamental na comunicação humana nos dias de hoje, a comunicação se dá de variadas maneiras. Um sorriso, ou a falta dele; um gesto carinhoso, ou brusco; um aperto de mão firme, ou não. Tudo fala. Tudo é uma forma de comunicação.

O mais interessante na comunicação, no entanto, é que lidamos com ela diariamente e não entendemos efetivamente seus códigos. É preciso penetrar na teoria da comunicação, conhecê-la um pouco mais e melhor, para praticá-la com eficiência. O processo comunicativo mostra seis elementos básicos para que ela se efetive: o emissor, a mensagem, o contexto desta mensagem, o receptor, o canal de comunicação e o código utilizado. Mas não vou aqui aprofundar a teoria. Quero apenas chamar a atenção para o fato de que uma comunicação eficiente não está centrada na mensagem do emissor e, sim, na compreensão do receptor desta mensagem. E para que quem recebe a mensagem a compreenda da forma desejada pelo emissor, este precisa se esforçar mais para emiti-la de forma que o receptor a compreenda.

A importância da comunicação na vida cotidiana é simplesmente fantástica. Você pode conquistar tudo, se souber usá-la. Você pode convencer, até sem muito esforço, se utilizar os argumentos certos e as palavras exatas para colocá-los. É de suma importância na vida profissional, mas também na vida pessoal. Para isso, é necessário estar atento aos seus objetivos na hora de comunicar. Em sala de aula, costumava utilizar um exemplo bem simples: quando você pede para alguém lhe servir um cafezinho, você tem como objetivo que o receptor da mensagem o sirva. Se você usar as palavras certas, a maneira certa de se expressar, a comunicação ideal para o objetivo proposto, sem dúvida terá o café servido à sua mão. Já se fizer a mesma coisa da maneira errada...

Costumo dizer que a comunicação não é aquilo que se diz, mas o que o outro entende daquilo que dizemos. Para alcançar objetivos, para evitar mal entendidos, reprocesso, retrabalho e, consequentemente, prejuízos, é fundamental saber se comunicar. É a razão pela qual alguns vão mais longe, acumulam conquistas, somam vitórias, enquanto outros precisam despender muito mais esforço para chegar lá – quando chegam. Pense nisso até mesmo quando for cumprimentar alguém. Um bom dia bem dado, abre portas através dos tempos.


PREJUÍZO DE OURO

Nadador norte-americano Ryan Lochte pode ganhar medalha de ouro como babaca do século. Fez uma festinha extra na olimpíada. Até aí tudo bem. Bebaço, quebrou banheiro de um posto de gasolina. Menos bem. Era só pagar pela porcaria que fez e sair quieto. Mas sair por aí mentindo que foi assaltado, merece a medalha. É tão babaca que perdeu quatro patrocinadores quando sua fraude foi descoberta. Só um deles de U$ 50 mil (dólares mesmo!). Mentira também é falta de ética. Ninguém quer seu nome atrelado a alguém antiético. 

Os antiéticos não estão só na política, como dizem de boca cheia os que não querem mais saber. Estão em todo lugar. Pode ser em uma piscina olímpica, pode ser ali, do seu lado. 


‘MIM GOSTA’ GANHAR

Pululam nas redes sociais e na mídia esportiva o quantum cada medalhista do Brasil ganhou por sua atuação na olimpíada. Cerca de R$ 35 mil. Exceto o futebol, é claro. Cada jogador da seleção masculina deve embolsar R$ 500 mil.

Fico pensando o que fica pensando o tal Isaquías...


MAIS SÉRIO

Terminada a olimpíada, o brasileiro vai voltar sua atenção para dois outros temas bem sérios: a definição do processo de impeachment da afastada presidente Dilma Roussef, que começa nesta quinta (25) e deve prosseguir até semana que vem, e as eleições municipais que vão esquentar quando começarem os programas eleitorais gratuitos. Bem mais curta, os marqueteiros precisarão tomar decisões mais rápido. Minha curiosidade é sobre as pesquisas. Na última eleição em Blumenau, o primeiro turno derrubou e enterrou os institutos.


SOLUÇÃO DIFÍCIL

Próximo prefeito de Blumenau terá mais um desafio pela frente. Conquistar apoio e convencer o Dnit a fazer logo um viaduto no trevo de Pomerode, na saída do Complexo Viário do Badenfurt. As filas na BR 470 são normalmente quilométricas durante o dia, por causa daquele entroncamento. E se formos esperar a duplicação da 470 para ter este viaduto, como dizem em Brasília, os motoristas vão surtar.


DIFÍCIL MOBILIDADE

Todo mundo reclama da mobilidade urbana em Blumenau, com razão. Mas é fato de que uma cidade com a renda per capta que se encontra aqui, o incrível coeficiente de carros por habitante (1 para 2) e entrada de carros em circulação acima da média de outros municípios, aliada às condições geográficas (morro de um lado, ribeirões e rio de outro), impõe um desafio praticamente insolúvel a um município que (como todos os municípios brasileiros) andam financeiramente à míngua.

Anota aí: não demora muito, a cidade vai ter que fazer rodízio de carros, como em São Paulo.


INDÚSTRIA DO QUÊ?

Uma das maiores bobagens que já ouvi falar foi na tal “indústria da multa”, quando se fala de fiscalização de velocidade nas ruas da cidade. Sempre será melhor fiscalização do que pessoas mortas ou mutiladas. Mas geralmente aqueles que falam em indústria da multa acham que nunca acontecerá com eles, ou com um familiar. Quando ocorrer, mudarão de ideia.


NÃO DEU, MAS DÁ

Nossa 7ª etapa do campeonato do Kart Clube Blumenau/Vale Europeu não aconteceu sábado passado porque a chuvarada não deixou. Mas deste sábado, dia 27, não escapa. O kartódromo de Ascurra já está à espera. Categoria Máster larga às 16h e a Light às 16h30min.


Para os que são multados e reclamam, fica a dica: tem lugar certo pra acelerar sem tomar multas.

Ótima pista em Ascurra. A foto é antiga: agora há gramado na área de escape e zebras listradas.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

FALTA DE ÉTICA = MUNDO PIOR




Quando os filósofos gregos estudaram e tentaram definir ética, muito provavelmente não deviam saber o quanto é difícil sua prática no dia a dia. Segundo eles, ética é a busca da felicidade individual visando o bem comum. Pode-se definir ética, também, como a escolha em fazer o correto independente de temor das leis humanas, “divinas”, do universo ou do julgamento da sociedade. Ética é a escolha em fazer o justo buscando não prejudicar ninguém.

Quando se fala em ética, se fala em retidão de caráter. O ético não tem medo de sombra, não sobe empurrando quem quer que seja dos degraus à sua frente. Não usa de artifícios ardis para se dar bem. Há quem acredite que ética é um dom natural do ser humano. Não é. Muito pelo contrário. Não se nasce ético. A ética é um traço de personalidade, faz parte do caráter, algo que se aprende com uma boa educação em casa, com exemplos.

Pessoas sem ética costumam enganar alguns poucos por muito tempo; às vezes enganam muitos por pouco tempo... mas nunca conseguem enganar a todos durante o tempo todo. Não há concorrência que justifique a falta de ética porquanto ela é, sem tirar nem por, falta de caráter. E quanta gente decide por não ter caráter, não ter consciência, não ter real valor. Alie-se aos sem ética e será um deles.

Definitivamente, no cotidiano a ética está em desuso. Na política, nas redes sociais, na vida das pessoas. É uma pena. Contribuem, assim, para fazer um mundo pior – com todas as consequências que viver em um mundo pior traz.


ELA VAI

Pela primeira vez desde que está sendo defenestrada do poder, a afastada Dilma Roussef vai se defender pessoalmente no Senado Federal. Viram que a defesa do advogado Cardoso já não surtia efeito. O “não vai ter golpe” caiu no lugar comum. Dilma precisa mudar pelo menos uns 10 votos de senadores. Concordemos: é muito difícil, praticamente impossível. Primeiro, tem que abandonar este refrão de golpe. Segundo, precisaria ter um carisma que não tem. Terceiro, precisaria virar o jogo da rede de interesses que envolve um impechment – e sem o poder, isto parece impossível.


DEBATES LOCAIS

Nos dois debates realizados nas rádios Clube e Nereu, com os candidatos a prefeito de Blumenau, muita retórica e nem tanta certeza. Como sempre os primeiros encontros são mornos. As pesquisas mais adiante podem fazer candidatos mudar suas posturas. Mas é certo que lições do passado não podem ser esquecidas: o eleitor não quer e repudia, nas urnas, ataques frontais de um candidato a(os) seu(s) adversário(s). Realidade que deve dar o tom da campanha na mídia.


MAIS UMA VEZ

Nesta época se vê, agora em redes sociais, eleitores dizendo que não querem votar mais. As investigações federais que deixam estradas quilométricas de corrupção política à mostra, impactam no eleitor comum. Dá nojo. Ainda assim, não votar não resolve. Pelo contrário, pode piorar. Dar uma procuração para que os outros escolham em seu nome, celebra o ditado “a emenda fica pior do que o soneto”.


MAIS DOIS GRAUS

Cientistas anunciam que o mês de julho foi o mais quente de décadas, na média mundial, 2ºC acima da temperatura mais alta registrada no planeta. Nada mais comum se considerarmos o aquecimento global. Estudos geológicos sérios mostram que isto acontece desde que o planeta existe – e ainda vai piorar muito até que boa parte da terra seja inundada para depois congelar. 

Temporal de verão em pleno inverno, como aconteceu na terça (17) em Blumenau, não me lembro de ter visto.


SKOL ROCK

A vaquinha para impressão e lançamento do livro do Skol Rock continua firme e forte. Já arrecadou mais de 31% do total necessário. Porém, tem o desafio de conquistar mais colaboradores em tempo cada vez menor. Para isso, a contribuição de todos na aquisição de um exemplar antecipado (que dá direito a um ingresso para a festa de lançamento do livro) é fundamental: www.vakinha.com.br/vaquinha/livro-skol-rock-blumenau. Só clicar. Em 30 segundos, resolve.


GINCANEIROS

Galera da Gincana Cidade de Blumenau já está a mil por hora com provas específicas que rolam antes do final de semana de muita correria para matar provas e definir pontuações. A gincana tem um norte muito legal de beneficência social e resgate da história e cultura. Aliás, tem similaridades com o próprio Skol Rock: foram eventos que criei – com o auxílio de amigos – nos anos 90 como Assessor da Juventude do município e marcaram época. A gincana, ainda marca.


QUANTO A 1?

Brasil e Alemanha se encontram mais uma vez para decidir um torneio de futebol. Depois da Copa do Mundo, com seus times profissionais, agora é a vez da Olimpíada com os sub-23. Ainda que não tenha nada a ver, é impossível não lembrar dos 7 a 1. Ainda que não valha como uma revanche, é impossível não querer ir à forra.


KART

Se o tempo permitir, neste sábado rola a 7ª (de 10) etapa do campeonato do Kart Clube Blumenau. Mais de 20 pilotos-amigos de duas categorias (Máster e Light), reencontram-se para curtir a velocidade da ótima pista de alta do kartódromo de Ascurra. Na reta final, a competição pega fogo!  


Largada Máster da etapa passada, em Indaial

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

QUAL O PAÍS EM QUE VOCÊ QUER VIVER?

 Bandeira do movimento O Sul é Meu País.


Movimento O Sul é Meu País (sullivre.org) está tirando o sono da Justiça. Grupo que quer transformar a região Sul em outro país, separando-a do Brasil, havia previsto plebiscito para o mesmo dia das eleições municipais. A Justiça proibiu tanto a realização da consulta na data das eleições (causaria confusão) quanto o uso do nome plebiscito (termo que, dizem, só pode ser utilizado pela Justiça Eleitoral). A organização O Sul é Meu País, então, mudou a data da consulta de 02 de outubro para 01 de outubro e o nome do plebiscito, que agora chama Plebisul (plebisul.org). Tem certas coisas que são difíceis de entender. Uma delas é a Justiça querer criminalizar uma simples consulta pública.

A constituição brasileira diz que o país é composto por 26 estados indissolúveis e que é crime tentar separá-lo. Por conta disso, a Justiça até solicitou à Polícia Federal que enquadre os caras do tal movimento abrindo inquérito policial. A meu ver, estão cometendo dois erros. Primeiro, dando ainda maior repercussão pro movimento. Segundo, usando um peso e duas medidas. Se a constituição diz que não se pode separar o país, também diz que a liberdade de expressão é garantia constitucional. Cá para nós, fazer uma consulta não é separar o país. A coisa não acontece automaticamente, em um passe de mágica. É simplesmente saber o que os sulistas pensam do tema. Para separar estados de um país, precisaria haver, quem sabe, um outro processo muito mais complicado e burocrático – inclusive com mudança da própria constituição.

É temeroso imaginar que uma simples consulta possa ser proibida no país. Estaríamos diante de uma Justiça antidemocrática, o que por si só já é um perigo. Por outro lado, se formos analisar o mérito do movimento, sempre fui da opinião de que administrar países menores é muito mais fácil. Simplesmente não existe um único país presidencialista de grandes dimensões que dê certo (os EUA não contam, pois os estados são independentes tanto legalmente quanto tributariamente). As vantagens de países pequenos são imensas, muitas, mas vou ficar só em três delas para exemplificar: facilidade de administração pelas autoridades, facilidade de fiscalização por parte da população (eleitores, contribuintes, organismos) com consequente facilidade de combate à corrupção e, claro, maior justiça na divisão do bolo tributário.

Se o Sul deve ou não se separar do Brasil é um debate interessante. Porém, para que o hoje Brasil efetivamente viesse a tentar dar certo, seria necessário ter espaços menores para administrar. A divisão do Brasil em 6 ou 7 países, pelo menos, se não mais, poderia dar uma esperança de que esses países menores pudessem funcionar melhor. Claro que não é a simples divisão que resolveria o problema. Precisaria haver uma cultura mais cidadã, mais consciência eleitoral, esquecer o jeitinho para privilégio pessoal em troca do que é bom para a coletividade. Algo que, no Sul, parece-me bem mais próximo do possível pela própria característica das pessoas que aqui vivem. Por fim, as leis não são feitas e não podem existir para engessar e eternizar o que não dá certo. Elas representam o costume de uma população e são naturalmente flexibilizadas ao longo dos tempos, quando a ética e a moral se adaptam às necessidades de mudança.  


FAVAS CONTADAS

Dilma virou ré ontem à noite (quarta, 9) quando, por 59 a 21 votos, o Senado Federal aceitou o pedido de impeachment contra ela. O resultado mostra duas situações incontestáveis: 1. Dilma fora do governo não tem força de negociação. Nem a Olimpíada, momento de distração, aliviou a derrota de ontem no Congresso. 2. Na votação que definirá a cassação da presidente afastada, ela será expurgada com 54 votos, 5 a menos do que ontem. Parece que já era.


DIFÍCIL REALIDADE

Em Brasília o novo governo (ainda interino) cede cada vez mais no aperto econômico que queria implantar. Mais um pouco e ficaremos na mesma. Qualquer meia tampa que acompanhe a situação econômica do Brasil sabe que se o governo federal não fizer o “dever de casa”, o caldo entorna ali na frente.


REFORMINHA

A reforminha eleitoral que fizeram e definiu, entre outras coisas, a impossibilidade de reeleição nos cargos executivos (prefeito, governador, presidente) a partir de agora, não usou do mesmo tom para impedir a ‘imortalidade’ dos legisladores. Vereadores, deputados e senadores podem ficar quanto tempo quiserem. O ideal seria permitir uma, no máximo duas reeleições.


CORTAR NA CARNE?

Mas como quem vota essas regras são os próprios interessados... esquece. Uma reforma política de verdade, só se for eleita uma câmara específica só para estudar, tratar e votar o tema. Depois, dissolve este grupo legislativo temporário e pronto. Jamais as regras mudarão se esperarmos que deputados e senadores cortem na própria carne.


NA PONTA DOS PÉS

A campanha já vai começar. A largada será dada dia 15 de agosto, com a homologação de candidaturas pelos TREs. Dia 26, já tem horário eleitoral gratuito em rádio e tv. Por conta da situação nacional, candidatos terão que ter muita paciência. Eleitores estão de saco cheio.


IDEIA BOA

Celesc tem um programa de eficiência energética que prevê a compra de aparelhos eletrodomésticos com 50% na troca pelo usado. Claro que tem algumas regrinhas a seguir. O aparelho usado tem que ter mais de 5 anos de uso e não pode ter o selo Procel, de economia de energia. A vantagem vale também para aquisição de lâmpadas de led, só que melhor. É só levar uma lâmpada comum e trocar, de graça, pela nova tecnologia.



OLIMPÍADAS

Pouca gente sabe, mas o tour que a tocha olímpica faz da Grécia até a cidade que sedia os jogos como marco da união entre os povos, foi ideia de Joseph Goebbels, ‘marqueteiro’ de Hitler. Tudo para fantasiar o regime do fürer, já que Berlim receberia as Olimpíadas em 1936. Hitler já era visto como um ditador, uma ameaça à Europa, mas o marketing vendeu outra realidade ao mundo. Três anos depois, começaria a segundo guerra mundial. Matéria foi publicada no jornal O Globo dia 05 passado. Amigo postou o texto no facebook.

Fato que impressiona é que o símbolo de paz e harmonia entre os povos, hoje representado na viagem da tocha, foi criado por um marqueteiro para disfarçar interesses de guerra.


NO FUTEBOL

Que o brasileiro é muito criativo, todo mundo já sabe. E a oportunidade faz a diferença. Para o jogo desta noite, recebi pelo whatsapp a mensagem: “Não perca o jogo de hoje à noite: Dinamarca x Nadamarca”.  


NADA OLÍMPICO

Nem por isso menos criativa, é a imagem abaixo:
  


Imaginar a cena é hilário. Nada como o bom humor..!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

FILÓSOFO DE RUA, ARTE DO PENSAMENTO

Eduardo Marinho, artista plástico

Descobri no facebook e youtube alguns vídeos de um cara chamado Eduardo Marinho. Ele é conhecido como um artista de rua, mas na verdade é um baita filósofo da vida real. Acabei postando alguma coisa em meu face. O cara é de uma clareza em pensamento mais profundo invejável. Em um dos vídeos, fala de como a humanidade, apesar do caos que se encontra, melhorou. Mas o que me impressionou naquele vídeo foi a realidade de como nós, seres humanos, somos condicionados a sermos ‘homo produtivus’ (o termo é meu, viu?). Estamos na vida para produzir, condicionados a termos prazer somente nas horas de folga. Ele explica como este condicionamento vem lá da escola, nos primeiros anos de “compromisso”. Faz relação entre aprendizado e o recreio. Bingo!  É por isso que o trabalho costuma ser um fardo e apenas as horas de folga um prazer. O homem condicionado a não poder ser feliz o tempo todo, a odiar o seu trabalho.

Em um segundo vídeo, este cidadão fala da relação religiosidade e espiritualidade. Quebra tabus ao dizer que o ser humano é muito pretensioso ao querer falar com Deus – seja ele o que for. Acredita que Deus seria um desocupado se em um universo tão imenso, onde nosso sistema solar é uma poeira cósmica, pudesse nos dar atenção, aceitar nossos pedidos, punir os “pecadores”. Vai mais longe ao dizer que espiritualidade não tem nada a ver com religião, com meditação ou templos. Ele pratica a espiritualidade da matéria, no mundo real em que vive. Isso vai desde simples atitudes como tratar bem as outras pessoas, animais, natureza. O cara é, como um bom artista de rua, de bem com a vida. Diz por que a religião existe e que há pessoas que precisam dela, as que estão no “jardim de infância” da vida. Fala dos necessitados de um código de conduta.

Neste segundo vídeo ele começa contando sobre o encontro com um padre que tinha dúvidas. Um homem de fé com dúvidas. E lembra o quão importante são as dúvidas para as pessoas. Foi neste início nietzschniano que me chamou a atenção. Afinal, ‘a dádiva da dúvida é a dívida do óbvio’ (minha também, grafada até em meus livros de poemas). E valeu a pena ver o vídeo inteiro. Poucas vezes alguém me chama a atenção de forma tão intensa por falar o que pensa. Talvez este seja o grande dilema do mundo contemporâneo: o pensar. As pessoas agem, na maioria das vezes por impulso ou condução, e o pensar fica de lado, esquecido. Pensar é a única coisa que nos difere dos seres ditos irracionais. Pensar é a única coisa que pode fazer a diferença. Mas há a necessidade de buscar conhecimento, informações, como forma de amadurecer e aprofundar o pensamento. Porque se o ato de pensar (de verdade) já é raro, o aprofundamento do pensamento nas questões é quase um E.T. entre nós.

Fica a dica para os vídeos do cara. Eduardo Marinho. Artista de rua.


VIOLÊNCIA NATALINA

O estado de baderna em Natal, comandado por presidiários revoltosos porque instalaram equipamentos para cortar sinal de celular na penitenciária, mostra a fragilidade da sociedade atual. Desagrada a bandidagem e a comunidade sofre. É muito direitos humanos pra pouco pulso firme.


O SAMBA

Lula desdisse o que tinha dito sobre aquilo que sequer sabia que disse. Afinal, faliu ou não falou? As investigações da Lava Jato acendem um sol de alerta sobre que tipo de político ainda queremos no Brasil. E tudo começa pelas eleições municipais.


INVESTIGA MAIS

Pelas respostas do Partido dos Trabalhadores à mídia toda vez que é citado nas investigações da Lava Jato (aquele sonoro control c – control “as contas da campanha foram aprovadas pelo TSE”), está na hora de investigar com intensidade o Tribunal Superior Eleitoral. É possível que tenha passado sob as vistas dos analistas do tribunal eleitoral tantos caixas 2?

Está na hora do TSE prestar contas de seu trabalho...


PRATO CHEIO

Outra investigação nacional que estoura agora, dois meses antes da eleição, é a que envolve o transporte coletivo em 17 cidades do país. Embora empresas do grupo Constantino (leia-se Piracicabana) tenham sido citadas, nada tem a ver com Blumenau – cujo Seterb inclusive fez questão de, preventivamente, enviar a ideia do edital para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para avaliação e verificação de possíveis pontos falhos.

Mas que a notícia nacional, embora não tenha a ver com Blumenau, vai ser usada pela oposição como se algo houvesse, ah, isso vai...


ÉTICA BÁSICA

Ética é algo que se aprende em casa, geralmente pelos exemplos. E se aplica na rua.


NISSSSSANNN

Kicks: até a sonoridade do nome ajuda

Nesta quinta-feira (04) à noite acontece a apresentação do Nissan Kicks, o carro oficial da Olimpíada, na concessionária de Blumenau. Convidado, comparecerei. Até porque quando vi o carro nas capas de revistas do segmento, chamou a atenção. Uma SUV com design arrojado. Vai que tem uns pôneis malditos debaixo do capô... 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O FIM ANTES DO COMEÇO

Olimpíadas nem começaram, mas já demonstram a desorganização tupiniquim

O Brasil perde a grande chance de se mostrar como um país organizado, preparado para grandes eventos, para receber os turistas. Não bastasse o surto de dengue, chicungunha e zika pouco antes do período dos jogos olímpicos e os assaltos frequentes a turistas e até atletas no Rio de Janeiro, nosso famoso “jeitinho” brasileiro queima o filme do país passando uma imagem de desorganizado, despreparado, incompetente. Delegações chegando na Vila Olímpica e deixando a área porque os prédios estão mal acabados, com vazamentos, fios expostos e outros quetais, foi o fim. O fim antes do começo.

Vamos combinar. Esta é bem a cara do Brasil quando se trata de obras: não cumpre prazos, não termina o serviço, não faz bem feito. É mais fácil dar desculpas do que mostrar competência para fazer aquilo que foi combinado. É comum fazer jogo de empurra para ver quem era o responsável, do que todos assumirem suas tarefas e terminar dentro do prazo, fazer bem feito. E nem estamos falando das obras de infraestrutura... aquelas do tal “legado olímpico”. Essas, nem as da Copa se salvam. Algumas terminaram, outras estão atrasadas. Muitas nem começaram.

É por essas e outras que quando o ex-presidente Lula cravou o nome do Brasil para sediar esses grandes eventos mundiais, o brasileiro torceu o nariz. Nosso maior legado poderia ser o turístico. Não será. Muitos jornalistas que viriam fazer a cobertura das olimpíadas não o fizeram com medo. Dizem que do mosquito. Não sei se só disso. Não só mostramos ao mundo, turisticamente, que somos um país de terceiro mundo, como também demonstramos que não levamos as coisas a sério. Nem mesmo as sérias. Nem mesmo o turista. É uma pena!

Claro que a grande mídia também vai falar sobre essas mazelas da organização, mas não vai escancarar nosso prejuízo com isso. Há muito dinheiro, patrocinadores, muitos interesses envolvidos. Vamos torcer que, pelo menos, quando os atletas começarem a disputar as várias modalidades esportivas dos jogos em nome de uma paz mundial, lembremos do único verdadeiro legado que pode ficar deste evento: o despertar do interesse das crianças para o esporte e a motivação de adolescentes e jovens para seguir os princípios que ele prega: disciplina, respeito, equipe, superação. Pelo menos isso, pra tentar justificar a realização do evento aqui no Brasil.  


PARADESPORTO

O programa do Paradesporto de Blumenau cresceu tanto nos últimos três anos que poderia ser tema de reportagem nacional de televisão, especialmente aproveitando o mote da Paralimpíada. Denso, intenso e de fundamental importância na vida dos paratletas e suas famílias. Só conhecendo pra ter noção.


INSEGURANÇA

Conversando com amigo bem informado, soube que 27 carros da Polícia Militar estão “baixados” no pátio do batalhão. Baixados = parados = estragados. E as oficinas mecânicas não querem consertar porque demora muito para receber. Ultimamente, apenas 5 carros da PM circulam nas noites blumenauenses. Dizem que a situação está de mal a pior desde que as taxas que eram cobradas para reaparelhamento da polícia foram proibidas pelo Ministério Públlico.

Se já não estava bom...


NO FACE

Um debatezinho entre o amigo jornalista Carlos Tonet e o DCE da Furb, termina com esta pérola: “Tenho uma gaveta cheia de ideologias que não uso mais”.


NÃO CALA

Da série “perguntas sem resposta”: por que é que o mesmo partido que prega a pluralidade (para tudo), pratica a unilateralidade de ideias?


CERTEIRA

Camarada que foi para Lages na última festa do Pinhão e permaneceu aquele final de semana lá, soltou esta: “Blumenau precisa ter um governador blumenauense”.


CORRENDO

Mais um fim de semana de adrenalina e velocidade no campeonato do Kart Clube Blumenau/Vale Europeu. A 6ª etapa aconteceu no kartódromo de Indaial e me brindou com o retorno à liderança do campeonato, mesmo com o terceiro lugar na prova. Mais legal que isso, porém, foi reencontrar a galera e curtir o que se gosta com os amigos.

 Largada da categoria Máster

 Em terceiro nesta prova, com o kart número 03

Sábado de sol, velocidade e prazer

Depois da prova, a classificação geral ficou assim:

Categoria Máster

Lugar
Piloto
Pontos
Fabrício Wolff
81
Alexandre Pereira
77
Rodrigo Pereira
70
Sandro Locatelli
70
Eduardo Bonononi
68
Carlos Ribeiro
64
Cristiano Baifus
60
Rodrigo Estevão
28
Thiago Schwaemlle
18
10º
Dudu Cunha
16





Categoria Light

Lugar
Piloto
Pontos
Naldo Borges
80
João Paulo/Piske
66
Nilton Leitempergher
64
Guilherme Puerari
63
Alexandre Caminha
52
Jackson Ramos
46
Augusto Ittner/Diorgnes
44
Jaime Avendaño
32
Everton Siemann
22
10º
Oscar Grotmann (Casico)
22
11º
Jandyr Nascimento
15

Próxima etapa acontece no dia 20 de agosto, no kartódromo de Ascurra.